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      A revolução das Utilities: como 5G, Edge Computing e IA constroem a rede de energia do futuro

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      • À medida que o 5G amadurece, os provedores de serviços de comunicação (CSPs) enfrentam uma escolha crítica: serem apenas fornecedores de conectividade ou evoluírem para criadores de serviços digitais, capturando novas fontes de receita com a digitalização industrial.
      • Ao aproveitar APIs de rede e adotar uma “camada de exposição”, os CSPs podem liberar capacidades da rede para desenvolvedores, estimulando a inovação e criando um novo mercado de serviços digitais que vai além da conectividade tradicional.

      Chief Technology officer, South America

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      Chief Technology officer, South America

      Chief Technology officer, South America

      O setor de Utilities vive um momento de transformação profunda. A crescente complexidade operacional trazida pela transição energética, pela expansão das fontes renováveis e pela eletrificação da sociedade está acelerando a jornada de digitalização das redes elétricas — e a demanda por respostas mais rápidas, mais inteligentes e mais resilientes nunca foi tão alta.

      É nesse contexto que a convergência entre redes 5G privadas, Edge Computing e Inteligência Artificial emerge como uma das combinações tecnológicas mais estratégicas para o setor.

      Do monitoramento à ação: o salto do 4G para o 5G

      Se a tecnologia 4G marcou um avanço importante ao ampliar o monitoramento remoto, a telemetria e a visibilidade sobre os ativos da rede, o 5G representa um novo patamar nessa evolução. A diferença fundamental está na velocidade de resposta: se o 4G permitiu enxergar a rede em tempo real, o 5G amplia significativamente a capacidade de agir sobre ela em tempo real.

      Com sua baixíssima latência e alta confiabilidade, o 5G viabiliza respostas operacionais praticamente instantâneas — permitindo que decisões críticas sejam executadas em milissegundos e aproximando a infraestrutura de comunicação de um verdadeiro sistema nervoso central das operações.

      Redes privadas: a via expressa da operação crítica

      Um homem olhando para o monitor.

      Figura 1: Centros de controle modernos integram dados em tempo real de toda a rede, viabilizando a transição do monitoramento passivo para a tomada de decisão ativa.

      Para uma operação de missão crítica como a de uma companhia de energia, segurança e performance são inegociáveis. As redes móveis privadas funcionam como uma via exclusiva para os dados da operação, garantindo que as informações de um sensor em uma subestação remota ou de um drone inspecionando uma linha de transmissão cheguem ao seu destino com o máximo de segurança e sem congestionamentos.

      Quando essa conectividade dedicada é combinada com o Edge Computing — a capacidade de processar dados no local onde são gerados — abre-se um novo patamar de eficiência. Uma aplicação prática e poderosa é a detecção de um cabo de energia em queda: com essa arquitetura, o incidente pode ser identificado e a energia cortada em segundos, antes mesmo que o cabo toque o solo, mitigando danos e prevenindo acidentes graves.

      IA: o cérebro que transforma dados em inteligência preditiva

      Conectividade e processamento rápido geram um volume imenso de dados. Sem uma camada de inteligência, esses dados são apenas ruído. A Inteligência Artificial é o elemento que transforma essa torrente de informações em inteligência preditiva e operacional.

      Em vez de reagir a um blecaute, os algoritmos de IA podem prever a falha de um componente com base em seu histórico de funcionamento e agendar a manutenção proativamente. Em vez de depender de estimativas amplas, a IA analisa dados microclimáticos em tempo real para prever com precisão a geração de energia de fontes intermitentes — como solar e eólica — garantindo a estabilidade da rede.

      Essa transição do reativo para o preditivo já é uma realidade: drones equipados com IA inspecionam centenas de quilômetros de redes, identificando anomalias invisíveis ao olho humano. Técnicos em campo utilizam óculos de Realidade Aumentada que sobrepõem diagramas técnicos à sua visão, com assistência remota por vídeo de alta definição viabilizada pela conexão estável do 5G.

      Uma transformação que está acontecendo agora

      Mais do que automação isolada, essa convergência tecnológica abre caminho para operações progressivamente mais inteligentes, contextuais e preditivas — ampliando a capacidade de resposta e tomada de decisão das equipes operacionais e resultando em uma operação mais eficiente, segura e resiliente.

      A convergência entre 5G privado, Edge Computing e Inteligência Artificial não é uma promessa futura. É uma evolução natural da jornada de digitalização já em curso no setor de Utilities. O momento de preparar a infraestrutura energética para um cenário cada vez mais distribuído, dinâmico e conectado é agora.

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