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A tecnologia da comunicação está aproximando as famílias?

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Há mais comunicação, mas menos conversa e mais texto. E seus filhos querem passar mais tempo cara a cara com você. Se já se perguntou qual o impacto da tecnologia de comunicação sobre a família moderna, talvez você se interesse por um novo relatório do Ericsson ConsumerLab.
Uma jovem e sua mãe trabalhando em um computador.

O relatório, intitulado “Bringing Families Closer Together” (“Aproximando famílias”), mostra o impacto da tecnologia de comunicação sobre famílias nos EUA. O relatório examina a forma como as famílias se comunicam, em pessoa ou usando várias tecnologias, e questiona como a vida familiar foi alterada pela tecnologia. Os dados foram coletados com grupos de foco familiares durante entrevistas em domicílio com pais na área de San Francisco, e complementados por estudos online em mais 1.005 famílias nos EUA.

Para a família ocupada, estressada com trabalho, trânsito e várias atividades após a escola, o celular parece a ferramenta perfeita para o contato durante o dia. A maioria das famílias afirma que se comunica mais usando essa tecnologia, que se conhece melhor e que isso facilita o dia a dia e a logística durante a semana. A comunicação móvel significa, ao menos em teoria, que filhos e pais podem entrar em contato uns com os outros a qualquer momento em que estejam separados.

As refeições e o tempo gasto para levar os filhos para a escola ou atividades são considerados ocasiões importantes para interação cara a cara. Mas o uso de voz em comunicações móveis entre famílias foi ultrapassado pelo uso de texto, que tem aumentado no ano passado, de acordo com Ann-Charlotte Kornblad, Senior Advisor Consumer Insights no Ericsson ConsumerLab. Mensagens de texto podem ser passadas de forma fácil e rápida para todos os familiares.

Algumas famílias usam serviços mais recentes, como WhatsApp e Kik, para se comunicar. Os números mostram que os pais com esses serviços se comunicam cinco vezes mais uns com os outros e oito vezes mais com seus filhos. No entanto, os filhos também usam plataformas de comunicação como Instagram e SnapChat especificamente para se comunicar com amigos.

Como era de se esperar, novos serviços de comunicação criaram novas preocupações para os pais. O relatório mostra que os pais agora estabelecem mais regras e gerenciam mais ativamente os dispositivos de seus filhos. Das famílias entrevistadas, 72% disse que o uso de celulares foi restrito como punição.

No entanto, mesmo que a tecnologia de comunicação tenha um impacto geral positivo sobre as famílias, ainda há algumas desvantagens. Kornblad diz: “O estudo mostra que devemos estar cientes de que nossa obsessão com telefones e tablets está consumindo o tempo em família. Os filhos querem mais comunicação cara a cara com os pais durante a semana, e a tecnologia de comunicação não solucionará isso”.

O Ericsson ConsumerLab obtém seu conhecimento através de um programa de pesquisa do consumidor global baseado em entrevistas com 100 mil indivíduos a cada ano, em mais de 40 países e 15 megalópoles. Estatisticamente representando a visão de 1,1 bilhão de pessoas. Métodos quantitativos e qualitativos são usados e centenas de horas são passadas com clientes de diferentes culturas.