- Mais da metade das mulheres que trabalham na América Latina desejam manter sua vida pessoal e profissional separadas e, para tal, usam ferramentas de banda larga móvel.
- Mulheres que estão no mercado de trabalho lideram o uso diário de serviços de internet e são responsáveis pelo maior número de uso de dispositivos e serviços.
- A diferença entre os sexos é evidente quando se trata de uso de dispositivos e da internet, diferença essa que fica cada vez menor em grupos mais jovens.
Em um relatório preparado especialmente para o dia internacional da mulher (8 de março), a Ericsson (NASDAQ: ERIC), por meio de sua área ConsumerLab, analisou diversos estudos que possuem em sua base mulheres e tecnologia, representando o ponto de vista de 189 milhões de homens e mulheres na América Latina. O relatório se concentra na igualdade de gêneros, principalmente no que diz respeito ao uso da internet.
O Ericsson ConsumerLab, que estuda o comportamento do usuário, entrevistou participantes de vários grupos de idade e estado civil em seis países da América Latina1. Os resultados mostram que 54% das mulheres que trabalham desejam fazer uma distinção evidente entre a vida pessoal e a profissional. Elas também estão mais preocupadas em atingir um status social mais alto em comparação às mulheres que não trabalham.
“Os dispositivos móveis e serviços digitais ajudam mulheres a continuarem atualizadas e acessíveis, permitindo com isso que se mantenham conectadas com seus compromissos profissionais”, é o que diz Diana Moya, diretora do Ericsson ConsumerLab para América Latina e Caribe.
Atualmente, nos países em que a Ericsson conduziu o estudo, as mulheres não são as maiores utilizadoras de dispositivos, serviços digitais e internet. Somente 42% das mulheres possuem smartphones em relação a 47% dos homens e 15% das mulheres possuem tablets, enquanto que os homens são responsáveis por um total de 19%. A diferença também aparece na intenção de compra em que 31% das mulheres e 38% dos homens afirmam ter vontade de comprar um novo smartphone nos próximos 12 meses.
“Notamos que no Brasil esta diferença no uso de smartphones está diminuindo cada vez mais, principalmente nos grupos mais jovens. Por exemplo, em 2010, somente 4% das mulheres de 15 a 20 anos utilizam um smartphone, comparado a 12% de homens. No entanto, em 2014, o uso aumentou para 62% tanto homens quanto mulheres nessa faixa etária”, de acordo com Moya.
A análise também observa diferenças entre atividades móveis diárias de mulheres em diferentes idades, estado civil (solteiras x casadas) e donas de casa x profissionais do mercado. Mulheres mais novas usam mais dispositivos e, portanto, têm mais conhecimento em tecnologia. 33% das mulheres solteiras gastam mais do que três horas na internet em casa comparadas a 22% das mulheres casadas. Por fim, donas de casa gastam mais tempo com transmissão de música, mas as mulheres que estão no mercado de trabalho lideram o uso diário de serviços de internet que vão além do entretenimento.
O tema global do dia internacional da mulher de 2016 é o #pledgeforparity(#compromissocomaigualdade). “É interessante como a questão do gênero aparece como um diferenciador quanto aos fatores de uso de dispositivos e tipos de hábito online. Não tenho certeza se devemos nos focar na igualdade quanto à transmissão de diferentes mídias, mas, certamente, há evidências de que aqueles que possuem mais dispositivos têm maior conhecimento tecnológico e, portanto, possuem melhor acesso a vários serviços - o que pode tornar a vida muito mais fácil”, conclui Moya.
1 As entrevistas foram realizadas com consumidores com idade de 15 a 69 anos em 6 mercados da América Latina: Argentina, Brasil, Bolívia, Uruguai, México e El Salvador.
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